quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A cirurgia! (extremamente longo!!!)

Ora então para memória futura cá fica registada como se passou.

Na véspera, dei-lhe o último leite eram 2h50m. Tinha de ter pelo menos 6 horas de jejum.
Estava a dormir e a dormir o bebeu, vantagem do biberão.
Saímos de casa eram 5h e meia da manhã.
Pois ainda tinhamos uns quilometros pela frente e a passagem da ponte para fazer e tinhamos de dar entrada ás 8h.
Foi uma viagem dificil, pois estava um nevoeiro cerrado e por momentos cheguei a pensar que não chegavamos a horas.
A M. só adormeceu novamente eram quase 7 h.
Não sem antes me pedir letinho.
Claro que tive de mentir e dizer-lhe que não tinha, que assim que podessemos comprava!
Pronto, também não pediu mais!

Ás 8h estavamos a fazer o internamento.
Levaram-nos ao quarto, com recomendação de lhe vestir o pijama e aguardar.
Uma vez ali, só os 3, vestimos o pijama e vimos os desenhos animados.
Lá lhe fui lembrando que ía ver uma peça de teatro, onde estava tudo mascarado, que ela também ía ser mascarada, que lhe íam pôr uma mascara, que nós não podíamos ir... ía ser muito divertido!
Acho que foi a melhor maneira de lhe explicar aquele cenário da sala de operações!
Porque ela ainda é muito pequenina para estar com muitas explicações... além disso, a 1ª coisa que lhe faziam era pôr a mascara para a anestesiar e só depois lhe despiam o pijama, ligavam fos e tudo o mais e quando acordasse da anestesia também já não tinha fios nenhuns.
Foram buscar-nos ao quarto já eram 10h, já ela tinha pedido bolachas!
Lá fomos nós, ela deitada na cama com rodinhas toda bem disposta e acompanhada do boneco.
Deixá-mo-la no bloco eram 10h 15m.
Ela ficou bem, continuava bem disposta.
E nós também ficamos bem, dentro do possível!
Eu estava descansada, claro que tinha assim um apertozinho no coração, mas pensei que seria muito pior. Estava confiante que ía correr bem!
Disseram-nos que assim que fosse para o recobro nos telefonavam para o quarto.
Como nos tinhamos levantando muito cedo e também estavamos em jejum (não achei justo comer e a M. não poder) fomos beber um cházinho á cafetaria.
Ás 11 horas toca o telefone, no quarto.
Já estava no recobro, tínhamos de subir.
Aí sim o meu coração disparou! Quase que corríamos!
Assim que a porta do elevador se abriu ouvia logo a chorar e a gritar!
Imediatamente nos levaram até ela.
Estava ao colo de uma enfermeira, que a mimava e tentava acalmar.
Estava a dormir, mas chorava e gritava e esperneava...
Tirei o casaco, o relógio, o colar (ela mexia-se tanto que tive medo de a magoar e estava mais á vontade também) e imediatamente veio para o meu colo.
Esses momentos foram dificeis, mas confesso que esperava pior. ou tenham tinham-me preparado muito bem e aqui agradeço especialmente á Maria (do blog Maria e companhia)!
O que me impressionou mais foi ela deitar sangue pelo nariz, enquanto chorava (este facto ninguém tinha dito!), tinha de estar constantemente a limpar com comprensas.
Foi tentando acalma-la, fazendo festinhas e falando baixinho.
Pediu a chucha e o Benjy (peluche amiguinho).
Ao fim de mais ou menos uma hora já estava acordada, mas pedia-me para domir!
Estava visivelmente cansada.
Entretanto surge o professor, ainda vestido das cirurgias, a dizer como tinha sido... ela assim que o vê desata a chorar e a gritar!
Saímos do recobro eram 12h e 30m sensivelmente.
Estivemos lá 1h30m e nem dei pelo tempo passar!

De referir, como se fosse muito importante, que cruzamo-nos com o Luisão (jogador do Benfica) no recobro, ele tinha sido operado de urgência ao apêndice, nessa manhã! Se bem que na hora nem dei importância, estava bem mais preocupada com a minha filhota!
Viemos para o quarto, mas ela não quis vir na cama, só queria colo da mãe!
A auxiliar comentou comigo que demoramos imenso para no recobro, que costuma ser mais rápido!
Uma vez no quarto deitei-a e ela adormeceu quase instantaneamente...
Dormiu cerca de hora e meia e acordou a queixar-se da garganta, doía-lhe!
Normal..
Bebeu muito mal o iogurte que trouxeram.
Aliás os primeiros dias para comer foi mesmo mal, porque ela não gosta de coisas muito frias, incluíndo gelados!
Mas passou bem a tarde, a brincar, fazer colagens, ver tv e desenhos animados.
Nunca teve febre ou dores...
Ao fim do dia, quando o papá teve de ir embora é que não achou piada nenhuma e pensei que fosse fazer birra, mas não!
Só achou estranho o papá não dormir ali connosco e disse-me:
Não gosto dete hotel, vamos para o outo! (penso que o das férias!)
Deitei-a já eram 22h, não queria dormir!
A noite foi tranquila, dentro do possível.
Ela dormiu a noite toda, embora gemesse muito, eu é que não porque tinha de estar vigilante, não fosse acontecer-lhe algo, sei lá!
Acordou ás 6h da matina, queria iogurte e queixou-se do ouvido!
Trouxeram-me logo benuron e o iogurte!
Voltou a adormecer até ás 8h.
A esta hora foi a alvorada, como sabia que tinhamos alta, preparei tudo, arranjei-me e esperei que o prof. lá passasse.
O médico passou eram 9h e pouco, desta vez ela já não chorou, e deu-lhe alta.
Ainda tivemos que esperar pelopai, que só chegou já eram 10h e meia.
Já ela estava vestida e desejando de sair dali, mas eu ainda não tinha ido tomar pequeno almoço.
Assim lá fui a correr comer, enquanto o pai amparou o barco.
Sim porque eu não saí mais daquele quarto desde que ali chegamos vindos do recobro!
Ou seja, comi uma torrada na hora da operação dela e voltei a comer á noite uns salgadinhos que o papá trouxe, no wc do quarto, para ela não me ver e assim não me pedir comida!
Saímos do hospital eram 11h e meia.
Já viemos almoçar a casa e aqui tudo é mais fácil, não é?
Ao fim de 3 dias deixei de dar-lhe o benuron porque ela não tinha dores nem febre... e o antibiotico acabou ao 5º dia, Graças a Deus porque era uma guerra para ela o tomar.
Ela simplesmente adora xaropes, mas estes (amoxiciclina) ela detesta!
Ao fim do 3º dia também deixei de lhe dar as coisas frias, passei a dar naturais e aí ela começou a comer um bocadinho melhor!
E ao 6º dia já comia canja e pão com manteiga e carne picada...
Mas os 8 dias que estivemos em casa, eu e ela, foi de puras férias, só não podiamos era vir á rua!
Mas passaram-se muito bem...
Ao 8º dia tivemos consulta de pós operatorio e estava tudo óptimo!
Voltamos em Fevereiro para revisão!
Verdade seja dita que os nossos telemoveis não paravam, tanto no hospital como nos primeiros dias em casa.
Só me fazia lembrar quando ela nasceu, que constantemente aqueles bichos tocavam.
Ora eram familiares, ora eram amigos, e é bom saber que se preocupam connosco, que querem saber como ela estava, como tinha sido, como tinha corrido... é bom saber que estavam connosco!
E foi assim, o que eu pensei que ía ser muito dificil, não foi e correu mesmo muito bem e assim tenho de agradecer ás mamãs que me esclareceram e explicaram como as coisas se iam processar!
Mas eu digo, ou as coisas correram mesmo bem ou a minha filhota é dura de roer! Uma valente!
Agradeço a Deus por ter sido assim, fácil, para ela e para nós!

1 comentário:

Maria e Companhia disse...

A parte do deitar sangue... esta parte no caso da S conseguiu ser abafada pelos gritos dela, a agitação... que foi o que mais me chocou... o sangue também mas os gritos, o olhar... nunca me irei esquecer!
Mas o que interessa é que já passou...

E as nossas meninas estão bem e isto é o que importa!

Beijocas

Maria & Companhia